Ao vivoquinta-feira, 23 de julho de 2026Notícias geek sem firula
Todos Somos Geek
Notícias

A Morte do Demônio em Chamas: terror familiar renova Evil Dead

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
A Morte do Demônio em Chamas: terror familiar renova Evil Dead
Crédito: Divulgação Sony Pictures

O novo filme da franquia Evil Dead, intitulado “A Morte do Demônio em Chamas” (Evil Dead Burn), chega para renovar a série com uma abordagem que combina violência exagerada, humor ácido e uma direção visual interessante. Sob o comando do diretor Sébastien Vaniček (de Infested), o longa mostra que o verdadeiro terror não está apenas nos demônios, mas dentro da própria família.

A trama começa após a morte de Will. Sua viúva, Alice (interpretada por Souheila Yacoub), retorna à casa dos sogros para o funeral. O que deveria ser um momento de despedida revela ressentimentos antigos e uma estrutura familiar construída sobre silêncio e culpa. Alice é tratada como uma intrusa, enquanto o patriarca exerce um controle sufocante sobre todos. Quando a possessão começa, fica evidente que a entidade demoníaca apenas escancara feridas que já estavam podres.

A direção de Vaniček honra o legado de Sam Raimi sem abrir mão da própria identidade. O filme usa movimentações frenéticas de câmera, planos subjetivos e montagem acelerada que remetem aos filmes originais, mas também incorpora influências do cinema extremo francês. Há referências claras a Evil Dead 2 e Army of Darkness, além de uma menção a “O Iluminado”, de Stanley Kubrick, com a cena da porta.

O humor negro, ausente no tom sério de “A Morte do Demônio: A Ascensão”, está de volta. As mortes continuam grotescas e os Deadites permanecem cruéis, mas a direção encontra espaço para situações absurdas que arrancam risadas nervosas do público. O equilíbrio entre terror e comédia é um dos pontos altos do filme.

A violência gráfica é marca registrada da franquia. Próteses, maquiagem prática e muito sangue falso dominam as sequências mais intensas. A fotografia aposta em sombras profundas e tons acinzentados, enquanto a montagem mantém um ritmo frenético. Há planos-sequência bem executados e perseguições criativas.

O elenco é eficiente. Souheila Yacoub entrega uma protagonista que vai além da tradicional “final girl”, lidando com medo, trauma e enfrentamento contra uma estrutura familiar abusiva. Erroll Shand se destaca como o patriarca, cuja transformação em Deadite rende momentos perturbadores. Embora alguns personagens sejam pouco desenvolvidos, o elenco vende a tensão crescente.

“A Morte do Demônio em Chamas” é uma das entradas mais fortes da franquia desde o reboot de 2013. O filme entrega violência criativa, humor ácido e homenagens aos clássicos de Sam Raimi, mas também discute temas como luto e abuso. O grande acerto de Vaniček é mostrar que o Necronomicon apenas desperta monstros que já existiam.

O longa tem duração de 1h50min, classificação de 18 anos e distribuição da Sony Pictures. A produção é da Ghost House Pictures, New Line Cinema e Screen Gems.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X