Beat The Champions: diversão caótica com falhas

O jogo Beat The Champions, desenvolvido pela Purple Tree e Whiteboard Games, aposta em habilidades especiais, tackles violentos e jogabilidade acelerada para oferecer uma experiência de futebol arcade. A proposta é boa, mas uma boa ideia sozinha não sustenta um jogo por muito tempo.
Embora consiga entregar partidas divertidas em sessões rápidas, especialmente entre amigos, Beat The Champions sofre com falta de conteúdo, problemas de equilíbrio e uma apresentação simples. É um título que diverte no impacto inicial, mas rapidamente mostra suas limitações.
Desde os primeiros minutos, fica claro que o jogo não quer ser um simulador. As partidas acontecem em ritmo acelerado, com jogadores se chocando o tempo todo, lembrando mais um jogo de luta do que uma partida tradicional. Como praticamente não existem punições para carrinhos e divididas fora da área, cada lance vira uma batalha pela posse de bola.
O grande diferencial está no sistema de poderes especiais. Conforme a equipe realiza boas jogadas, uma barra é preenchida até liberar movimentos capazes de decidir uma partida em segundos. O problema é que algumas habilidades são muito mais eficientes do que outras, reduzindo a sensação de competitividade.
Os controles respondem bem, mas depois de poucas horas a sensação é de que o jogo já mostrou tudo o que tinha para oferecer. A diversão existe, mas dificilmente se sustenta por longas sessões. O multiplayer local salva boa parte da experiência, transformando o caos em diversão quase instantânea entre amigos no sofá.
Outro ponto positivo é a licença oficial da Associação de Futebol Argentino (AFA), que permite montar equipes com nomes históricos como Lionel Messi, Diego Maradona e Gabriel Batistuta. Ainda assim, a ausência de multiplayer online reduz o potencial de longevidade do jogo.
Visualmente, Beat The Champions passa longe de impressionar. Os estádios têm pouca personalidade, as texturas são básicas e a qualidade gráfica lembra produções independentes de orçamento limitado. A trilha sonora cumpre seu papel sem se destacar.
Para quem procura um futebol descompromissado para jogar ocasionalmente, ele pode cumprir seu papel. Mas quem espera um arcade marcante provavelmente sairá decepcionado. A nota final é 5/10.