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Beat The Champions: diversão caótica, mas faltam conteúdo e equilíbrio

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Beat The Champions: diversão caótica, mas faltam conteúdo e equilíbrio
Beat The Champions diverte, mas falta qualidade

O jogo Beat The Champions, desenvolvido pela Purple Tree e Whiteboard Games, aposta em um estilo arcade de futebol, com habilidades especiais e partidas aceleradas. A proposta diverte em sessões rápidas, especialmente entre amigos, mas sofre com falta de conteúdo, problemas de equilíbrio e uma apresentação simples.

O jogo não busca ser um simulador. Não há preocupação com física realista ou posicionamento tático. O futebol é tratado como um espetáculo de ação, com ritmo acelerado e disputas pela bola que lembram um jogo de luta. Essa abordagem funciona bem no início, mas a experiência se torna repetitiva após as primeiras partidas.

O sistema de poderes especiais é o grande diferencial. Conforme a equipe realiza boas jogadas, uma barra é preenchida e libera movimentos que podem decidir a partida. O recurso é divertido e cria momentos memoráveis, mas o balanceamento é problemático. Algumas habilidades são muito mais eficientes que outras, fazendo com que a estratégia gire em torno do uso correto dos especiais, e não da qualidade da partida.

Os controles são simples e intuitivos. Passar, finalizar e disputar a bola é acessível até para quem nunca jogou um game de futebol arcade. No entanto, após poucas horas, a sensação é de que o jogo já mostrou tudo o que tinha para oferecer. As partidas seguem um padrão e faltam mecânicas que incentivem a evolução ou novas estratégias.

O multiplayer local salva a experiência. Jogar sozinho evidencia as limitações, mas reunir amigos no sofá transforma o caos em diversão. O modo International Cup cria um clima de torneio, e o Quick Match facilita entrar em ação rapidamente. O jogo conta com licença oficial da Associação de Futebol Argentino (AFA), permitindo montar equipes com nomes como Lionel Messi, Diego Maradona e Gabriel Batistuta.

A ausência de multiplayer online é um ponto negativo. Em um jogo pensado para competição, limitar a experiência ao multiplayer local reduz o potencial de longevidade. Visualmente, o jogo é simples. Os estádios têm pouca personalidade, as texturas são básicas e a qualidade gráfica lembra produções independentes de baixo orçamento. Os efeitos especiais durante as habilidades dão algum espetáculo, mas não escondem a apresentação modesta. A trilha sonora cumpre seu papel sem se destacar.

Beat The Champions é um jogo que parece melhor nas primeiras partidas. A proposta arcade funciona, o ritmo diverte e as habilidades criam momentos engraçados. No entanto, ficam evidentes a falta de profundidade, o conteúdo limitado, o desequilíbrio entre habilidades e a ausência de partidas online. Não é um jogo ruim, mas também não é um grande representante do gênero. Para quem busca um futebol descompromissado, pode cumprir seu papel. Quem espera um arcade marcante provavelmente sairá decepcionado. A nota atribuída ao jogo é 5/10.

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