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Crítica: “Amor Apocalipse” une comédia e drama sobre clima

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Crítica: “Amor Apocalipse” une comédia e drama sobre clima
Patrick Hivon dá vida ao protagonista Adam em “Amor Apocalipse”. Crédito: Divulgação/Synapse Distribution

O filme “Amor Apocalipse” (“Peak Everything”) mistura comédia e drama para falar sobre mudanças climáticas e conexões humanas. Dirigido por Anne Émond, a produção foca nas relações entre as pessoas em vez de seguir um romance clichê. Na história, duas pessoas “quebradas” se encontram e descobrem que podem sentir amor, mesmo que de forma incomum.

A trama apresenta Adam (Patrick Hivon), um homem que cuida de cachorros e acredita que o fim do mundo está próximo. Ele é visto como estranho pelo pai e pelos amigos, mas não deixa de acreditar que as mudanças climáticas são um aviso do fim. O título original “Peak Everything” significa “o pico de tudo”, momento em que a humanidade atinge o limite de exploração dos recursos naturais e crescimento populacional. A partir desse pico, a tendência é o declínio.

Entre crises de ansiedade, Adam compra uma lâmpada para ajuda emocional. Ao ligar para o serviço de telemarketing da empresa, pensando ser um número de suporte emocional, ele conversa com Tina (Piper Perabo). A mulher se solidariza com ele e surge uma conexão genuína entre os dois. Tina parece ter uma vida estável, com marido, filhas e emprego, mas também enfrenta problemas.

Quando Adam acha que Tina está em apuros, ele vai atrás dela. A primeira aparição de Tina acontece quase na metade do filme. O roteiro não segue uma ordem normal e é caótico, assim como o personagem principal. Patrick Hivon entrega uma atuação que mostra Adam à beira de um colapso em vários momentos.

Para entender a trama, o espectador precisa embarcar na mente do personagem. Tudo acontece rápido, sem muita explicação sobre alguns fatos, e a compreensão chega apenas no final. A forma como o filme foi gravado, com zooms e mudanças de ângulo, como na cena em que Adam fala com a terapeuta, mostra que não é um filme comum. Há momentos engraçados e uma carga emocional grande, mas falta equilíbrio, e as cenas mudam de tom de forma estranha.

O longa não tem um roteiro espetacular e pode ser confuso e lento às vezes. Ele vai além do romance, abordando o meio ambiente e a realidade emocional humana. No final, a produção deixa o público reflexivo sobre as escolhas ambientais e a importância de conexões verdadeiras. “Amor Apocalipse” está disponível nos cinemas brasileiros.

Outra produção em destaque

Enquanto “Amor Apocalipse” explora o caos emocional e ambiental, outros filmes também tratam de temas similares. Por exemplo, longas como “Não Olhe Para Cima” usam sátira para criticar a inação diante das mudanças climáticas. A diferença é que a produção canadense de Anne Émond foca no indivíduo e suas relações, em vez de uma abordagem global.

A atuação de Piper Perabo como Tina acrescenta camadas à história, mostrando que mesmo quem parece estável tem seus problemas. O elenco ainda conta com Gilles Renaud. A classificação indicativa é de 16 anos, e a distribuição no Brasil é feita pela Synapse Distribution.

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