Ao vivosábado, 20 de junho de 2026Notícias geek sem firula
Todos Somos Geek
Notícias

Crítica | ‘Cinco da Tarde’: luto e amizade em filme delicado

Por Todos Somos Geek · · 1 min de leitura
Crítica | ‘Cinco da Tarde’: luto e amizade em filme delicado
Crédito: Divulgação / 3 Tabela Filmes

O filme “Cinco da Tarde”, dirigido por Eduardo Nunes, conta a história de duas jovens vizinhas que se aproximam após passarem por perdas. Anabel, interpretada por Bárbara Luz, tem 17 anos e acaba de perder a avó, com quem morava. Sem saber se fica sozinha no apartamento ou volta para a casa da mãe, ela vive um período de suspensão. No mesmo prédio mora Meiko, vivida por Sharon Cho, uma jovem que trabalha em uma floricultura. As duas quase não se conhecem, mas um encontro casual inicia uma aproximação silenciosa.

A morte da avó deixa Anabel sem direção. Com o tempo, ela percebe que conhecia pouco sobre a mulher que era seu principal apoio. Em conversas com Meiko, surge uma culpa tardia por não ter perguntado mais sobre os desejos e histórias da avó. O diretor Eduardo Nunes prefere mostrar esse desconforto através de silêncios, espaços vazios e gestos cotidianos.

Sem conseguir ficar sozinha em casa e recusando voltar para a mãe, Anabel passa um período hospedada na casa da vizinha. Meiko revela que não tem lembranças do pai e que também perdeu a mãe. As duas constroem uma relação baseada em companhia, sem tentar “curar” o sofrimento uma da outra.

O filme foi gravado em Niterói e mostra lugares como o Campo de São Bento. A fotografia em preto e branco não é apenas um recurso estético, mas amplia a sensação de suspensão e destaca os estados emocionais das personagens. Os diálogos são raros e a história é contada através de olhares, pausas e reações.

“Cinco da Tarde” é uma ficção brasileira de 125 minutos, com direção e roteiro de Eduardo Nunes. A produção é da 3 Tabela Filmes, com coprodução da Bando à Parte. O filme estreou nos cinemas em 18 de junho de 2026.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X