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Crítica: Down, O Elevador da Morte promete e não entrega

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Crítica: Down, O Elevador da Morte promete e não entrega
Crédito: Divulgação

O suspense “Down: O Elevador da Morte”, dirigido por Maryus Vaysberg, aposta na tensão de um espaço confinado para criar um thriller. O filme acompanha um casal recém-casado que fica preso em um elevador com um senhor misterioso, que parece saber muito sobre eles. A proposta inicial é intrigante e consegue despertar curiosidade nos primeiros minutos.

O problema aparece quando a narrativa começa a se revelar. Em vez de aprofundar o suspense psicológico, o roteiro passa a depender de reviravoltas e coincidências, o que enfraquece a tensão construída no início.

Claustrofobia bem explorada

Vaysberg trabalha bem as limitações do cenário. A direção usa enquadramentos fechados, iluminação fria e movimentos de câmera discretos para reforçar a sensação de aprisionamento. O elevador se torna um personagem da história, sufocando os protagonistas e o espectador. O ritmo é ágil, mas quando a trama exige maior impacto dramático, a direção perde o controle do tom, com algumas cenas que beiram o exagero.

Roteiro irregular

O maior problema do filme está no roteiro. A ideia central tem potencial, mas a execução opta por caminhos previsíveis e soluções fáceis. Conforme os segredos dos personagens são revelados, a história abandona a sutileza e acumula revelações forçadas. O suspense funciona melhor quando mantém o mistério, mas as explicações parecem artificiais. Algumas motivações dos personagens mudam de forma abrupta, apenas para mover a trama adiante.

Desempenhos e aspecto visual

O elenco entrega atuações boas, mas nada marcante. Os protagonistas transmitem o desespero inicial, mas têm dificuldade para sustentar a carga emocional das revelações. O destaque é o antagonista, cuja presença gera desconforto e mantém parte da tensão. A química entre os personagens centrais nem sempre convence, o que enfraquece os conflitos emocionais. Visualmente, o filme é competente, com fotografia que aproveita os espaços apertados e a vista de uma Rússia rica com arranha-céus. A trilha sonora contribui para a sensação de ameaça, e a montagem mantém o filme em movimento.

Vale a pena?

“Down: O Elevador da Morte” impressiona mais pela tensão que cria do que pela história que conta. Vaysberg demonstra habilidade para criar suspense em um ambiente limitado, mas o roteiro não sustenta o mesmo nível até o final. O resultado é um filme que prende a atenção por um tempo, mas perde força quando deveria entregar suas maiores emoções. Para fãs de thrillers claustrofóbicos, há elementos que justificam a sessão. Quem busca um suspense inteligente ou surpreendente pode sair com a sensação de que o filme desperdiçou uma boa ideia.

O longa está disponível no Adrenalina Pura+ a partir de 25 de junho. A produção é russa, de 2025, com duração de 1h31min, classificada como drama e suspense, com classificação indicativa de 16 anos. O elenco principal inclui Egor Bulatkin, Anfisa Chernykh, Igor Mirkurbanov, Julia Melnikova, Evgeniy Pushkarev e Nina Aleksandrova.

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