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Crítica: Franz acerta na direção, mas falha no ritmo

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Crítica: Franz acerta na direção, mas falha no ritmo
Cena do jantar de noivado no filme “Franz” (2025). Crédito: IMDb

O filme “Franz”, dirigido por Agnieszka Holland, estreou nos cinemas brasileiros. A obra busca apresentar ao público a história de um dos autores tchecos mais influentes do século XX. Na trama, o espectador conhece a vida de Franz Kafka, desde sua infância em Praga no século XIX até sua morte em Viena, após a Primeira Guerra Mundial.

O longa foge do modelo tradicional das cinebiografias. A narrativa é mais sensorial do que cronológica. Em vez de contar a vida do protagonista do começo ao fim, o filme explora suas memórias, sentimentos e a forma como ele enxergava o mundo. A montagem constrói a história aos poucos, permitindo que o espectador conheça Franz pelos acontecimentos e também por suas emoções e lembranças.

O roteiro mistura acontecimentos importantes de diferentes épocas. A história funciona como a memória humana: um conjunto de lembranças que surgem sem seguir uma sequência lógica. O espectador vê momentos da infância do protagonista inseridos na vida adulta do personagem. A trama mostra a relação com a família, a dificuldade em seguir os sonhos do pai e a irmã como confidente e amiga. Também revela como ele começou a escrever e os amigos que tinha no meio.

A direção usa a câmera de forma criativa. Os movimentos de zoom in e zoom out aparecem com frequência, aproximando o espectador de detalhes ou ampliando a visão de cenas para mudar a percepção. A diretora utiliza movimentos de câmera pouco convencionais, tornando a linguagem visual dinâmica. Esses recursos fazem com que o público enxergue os acontecimentos sob a perspectiva de Franz.

O trabalho visual também chama atenção. O filme brinca com texturas, sobreposição de imagens e alternância entre cenas em preto e branco e em cores. Esses elementos ajudam a diferenciar lembranças, sentimentos e momentos da narrativa. O filme pode ser lento e cansativo em alguns momentos, até mesmo confuso. A obra ganha destaque na maneira como a diretora escolheu fazer as imagens.

Personagens como o tio, o amigo e o médico quebram a quarta parede e conversam diretamente com o público, contando a história do protagonista. O filme obriga o espectador a estar atento a cada detalhe. A mensagem final é que Franz não teve a oportunidade de vivenciar o sucesso de suas obras. A ficha técnica informa que o filme tem 127 minutos, é uma coprodução entre República Tcheca, Polônia, Alemanha e França, e tem classificação indicativa de 16 anos.

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