Ao vivoquinta-feira, 16 de julho de 2026Notícias geek sem firula
Todos Somos Geek
Notícias

Crítica: Supergirl falha ao copiar fórmula de James Gunn

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Crítica: Supergirl falha ao copiar fórmula de James Gunn
Crédito: Divulgação Warnes Bros.

O novo filme "Supergirl", dirigido por Craig Gillespie e com roteiro de Ana Nogueira, foi lançado como parte do novo Universo DC comandado por James Gunn. A produção é baseada na HQ "Supergirl: Woman of Tomorrow", de Tom King e Bilquis Evely. A expectativa era alta, mas o resultado é uma aventura mediana, que diverte, mas não atinge o potencial da obra original.

Milly Alcock interpreta Kara Zor-El e é o ponto alto do filme. A atriz equilibra sarcasmo, vulnerabilidade e impulsividade, criando uma heroína imperfeita e interessante. No entanto, o filme ao seu redor não acompanha sua performance.

A direção de Craig Gillespie, conhecido por "Cruella" e "Eu, Tonya", é competente, mas sem personalidade. O longa tenta repetir a fórmula de sucesso de James Gunn, vista em "Guardiões da Galáxia" e no recente "Superman". Isso resulta em uma sequência de alienígenas caricatos, humor constante e grandes explosões, sem permitir momentos de aprofundamento emocional para a protagonista. A identidade visual também sofre com a repetição de cenários de ferrugem e poeira, que tornam o universo visualmente limitado.

O roteiro de Ana Nogueira é a maior fragilidade. A motivação inicial da jornada de Kara e Ruthye, interpretada por Eve Ridley, perde força rapidamente. O conflito principal é simples, e a narrativa cria desvios e obstáculos artificiais para sustentar as quase duas horas de duração. A história se torna repetitiva, e o impacto emocional se perde antes do confronto final. Temas como trauma, vingança e culpa são abordados de forma superficial.

O antagonista vivido por Matthias Schoenaerts é genérico, sem carisma. Jason Momoa aparece como Lobo, em uma participação que parece mais focada em preparar o futuro da franquia do que em servir à narrativa do filme. Os efeitos especiais cumprem seu papel, e as cenas de ação são boas, mas poucas são memoráveis.

"Supergirl" não é um desastre. É um filme divertido, com uma protagonista excelente, mas tudo ao redor dela funciona no piloto automático. A direção segura, o roteiro que prolonga o conflito e a falta de identidade visual impedem que o longa alcance seu potencial. A sensação é de que a verdadeira estreia da personagem no novo Universo DC ainda está por vir, pois Milly Alcock merece um filme melhor.

O filme tem classificação indicativa de 14 anos e duração de 1 hora e 50 minutos. A produção é da DC Studios, com distribuição da Warner Bros.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X