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Crítica: Todo Mundo em Pânico 2026 aposta na nostalgia

Por Todos Somos Geek · · 3 min de leitura
Crítica: Todo Mundo em Pânico 2026 aposta na nostalgia
Crédito: Divulgação

Poucas franquias de comédia tiveram um impacto tão grande na cultura pop dos anos 2000 quanto “Todo Mundo em Pânico” (Scary Movie). Após anos de ausência e um quinto filme que decepcionou fãs, a franquia retornou aos cinemas em 2026. O novo longa, que traz de volta os irmãos Wayans, tenta resgatar a identidade que parecia perdida.

O filme aposta em um equilíbrio entre nostalgia e atualização. A presença de personagens clássicos como Cindy, Brenda, Ray e Shorty não funciona apenas como aceno aos fãs antigos, mas como parte da narrativa e do humor. A energia desses quatro juntos foi o que fez o primeiro filme ser amado pelo público.

Anna Faris continua demonstrando talento para a comédia física, enquanto Regina Hall rouba a cena. A química entre as duas permanece a mesma, como se mais de duas décadas não tivessem passado. O roteiro usa essa dinâmica como um dos pilares centrais da experiência.

A principal inspiração para as sátiras continua sendo a franquia Pânico, especialmente “Pânico 7”. O roteiro também encontra espaço para zombar de sucessos recentes como M3GAN, SORRIA, Terrifier, Longlegs, A Substância, Pecadores e A Hora do Mal. Além do terror atual, o filme amplia seus alvos para incluir a cultura de cancelamento e a onda de remakes e reboots de Hollywood.

O maior acerto do filme é compreender que a essência da franquia nunca esteve apenas nas referências, mas sim em seus personagens. O retorno de Cindy, Brenda, Ray e Shorty resgata a química que tornou os primeiros filmes queridos. As sátiras ao terror moderno funcionam bem, especialmente quando o filme brinca com produções excessivamente sérias.

Por outro lado, o filme tropeça no excesso de referências. O roteiro parece acreditar que apenas citar um filme popular já é suficiente para provocar risadas. Isso faz com que determinadas piadas tenham prazo de validade curto. Outro problema é a irregularidade do roteiro, que divide cenas engraçadas com momentos previsíveis e menos criativos.

É impossível assistir ao novo “Todo Mundo em Pânico” sem compará-lo ao clássico de 2000. Aquele primeiro filme surgiu no momento perfeito, satirizando uma geração de filmes de terror com confiança e criatividade. O filme de 2026 jamais alcança esse mesmo nível de impacto cultural. Suas piadas são boas e seus personagens continuam carismáticos, mas falta o elemento revolucionário que transformou o original em um fenômeno.

“Todo Mundo em Pânico” (2026) não supera o clássico original. O filme prefere celebrar tudo aquilo que fez a franquia se tornar querida. O resultado é uma comédia nostálgica e competente, especialmente quando comparada aos capítulos mais recentes da série. Embora apresente problemas de ritmo e excesso de referências, o longa entrega boas risadas e a sensação de reencontrar velhos amigos.

O filme tem direção de Michael Tiddes e roteiro de Shawn Wayans, Marlon Wayans e Buddy Johnson. O elenco principal conta com Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall. A produção é da Miramax Films e a classificação indicativa é 18 anos.

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