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Flesh Made Fear: acerta atmosfera, mas falha na câmera

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Flesh Made Fear: acerta atmosfera, mas falha na câmera
Crédito: Divulgação

O jogo independente "Flesh Made Fear", desenvolvido pela Tainted Pact Games, foi lançado para PlayStation 5 e PC (Steam). A obra busca resgatar a essência dos survival horrors clássicos da primeira geração do PlayStation, mas enfrenta problemas com seu sistema de câmera, combate e narrativa.

A influência de "Resident Evil", franquia da Capcom, é evidente em todos os aspectos do jogo. Câmeras fixas, controles no estilo tanque, gerenciamento limitado de recursos e a exploração de uma mansão com monstros são elementos presentes. O jogo não esconde essas referências e as utiliza como base para sua identidade.

A direção de arte aposta em um visual low-poly que lembra os jogos de PlayStation 1, combinado com iluminação moderna. O resultado é uma estética que mistura nostalgia com um acabamento atual. A identidade visual também é inspirada em filmes grindhouse e slashers dos anos 80, com menus estilizados, violência exagerada e humor sombrio.

Trama e jogabilidade

A história acompanha os agentes Jack ou Natalie, membros do Pelotão de Intervenção Ceifador (RIP). Eles são enviados para capturar Victor Ripper, um ex-cientista da CIA que transformou uma pequena cidade em um local repleto de mutantes. A narrativa não é profunda e serve mais para conduzir o jogador entre os cenários. Documentos e fitas de áudio espalhados pelo mapa expandem o universo, mas o roteiro não cria momentos memoráveis.

O sistema de câmeras fixas, que deveria aumentar a tensão, acaba atrapalhando a experiência. Em vários momentos, as mudanças de enquadramento acontecem de forma pouco natural, fazendo o jogador perder a noção da direção. Inimigos podem aparecer fora do campo de visão, gerando frustração. O combate é funcional, mas falta impacto. Os inimigos raramente transmitem uma sensação constante de ameaça. Problemas de colisão e resposta aos ataques também tornam alguns confrontos menos satisfatórios.

Atmosfera como destaque

O ponto forte do jogo é a atmosfera. A iluminação, os efeitos sonoros e os ambientes decadentes mantêm uma sensação de desconforto. O medo não vem de sustos repentinos, mas da expectativa do que pode ser encontrado na próxima sala. A ambientação consegue manter o jogador envolvido, mesmo quando a história não impressiona.

Para quem sente saudade dos survival horrors da era PlayStation, o jogo é recomendado. "Flesh Made Fear" não está no nível dos clássicos que homenageia, mas captura parte da magia do gênero. Os problemas de câmera, a narrativa pouco inspirada e o combate sem impacto impedem que o jogo alcance um patamar mais alto.

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