Livros de Dostoiévski podem revelar assassino de Arthur Brandão

A novela "Quem Ama Cuida", exibida no horário nobre da Globo desde maio, tem como um de seus principais mistérios o assassinato de Arthur Brandão, personagem de Antônio Fagundes. Na trama de Walcyr Carrasco, Arthur era um homem rico que, cansado dos abusos financeiros da família, casou-se com sua fisioterapeuta Adriana, interpretada por Letícia Colin, para proteger a herança. Logo após o casamento, ele é assassinado e Adriana se torna a principal suspeita, sendo presa injustamente.
Um detalhe que chamou a atenção do público foi a presença de diversos livros ao longo da história, especialmente obras do escritor russo Fiódor Dostoiévski. Os títulos aparecem em cenas com diferentes personagens e podem ser pistas sobre a identidade do verdadeiro assassino.
Os livros que aparecem na trama
Entre as obras já exibidas está "Crime e Castigo", de Dostoiévski. O livro conta a história de Raskólnikov, um estudante que comete um assassinato e tenta justificar seus atos. Na novela, o exemplar apareceu na casa de Ademir (Dan Stulbach) e Dora (Mariana Ximenes).
"Os Irmãos Karamázov", também de Dostoiévski, tem como enredo o assassinato de um pai ganancioso, cujos quatro filhos se tornam suspeitos. O livro estava com a personagem Brigitte (Tata Werneck) momentos antes do crime.
Arthur Brandão foi visto lendo "O Idiota", outra obra de Dostoiévski, que narra a história de um homem bondoso tratado com desprezo pela sociedade. Já "A Sangue Frio", de Truman Capote, foi a última obra lida por Arthur antes de ser morto. O livro conta a história real do assassinato de uma família no interior dos Estados Unidos.
O personagem também leu "Os Pensadores", de Friedrich Nietzsche, que questiona os valores da sociedade e expõe impulsos egoístas por trás de ações nobres. Por fim, Adriana foi vista lendo "Odisseia", poema de Homero que narra a saga de Odisseu para voltar para casa.
As escolhas dos livros dialogam com os conflitos dos personagens e com os mistérios que movimentam a trama, sugerindo que as obras podem ser pistas deixadas pelo autor para o público.