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Netflix adaptará "Feliz Ano Velho", clássico de Marcelo Rubens Paiva

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Netflix adaptará "Feliz Ano Velho", clássico de Marcelo Rubens Paiva
Netflix adaptará "Feliz Ano Velho", clássico de Marcelo Rubens Paiva

A Netflix vai transformar o livro “Feliz Ano Velho”, de Marcelo Rubens Paiva, em uma série. A produção será da Amaia e da O2 Filmes. O anúncio aconteceu na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O livro foi lançado em 1982 e já teve versões para teatro, ópera, musical e também um longa-metragem.

“Feliz Ano Velho” é um romance autobiográfico. A história começa com o acidente que deixou Marcelo Rubens Paiva tetraplégico aos vinte anos. Ele mergulhou em um lago raso e fraturou a coluna. A partir desse ponto, o livro reconstrói a vida do autor e reflete sobre a humanidade.

O enredo é narrado em primeira pessoa e mistura lembranças do passado. O leitor conhece a infância do autor, seus relacionamentos amorosos e um drama familiar. Em 1971, a família de Marcelo precisou conviver com o desaparecimento do pai, que foi torturado e morto pela ditadura militar.

Apesar dos momentos de dor, o livro não é triste. Marcelo usa humor e ironia para contar sua história, sem cair na autopiedade. Logo depois do lançamento, a obra fez sucesso e permaneceu por quatro anos na lista dos mais vendidos.

Trajetória do autor

Marcelo Rubens Paiva é jornalista, escritor, dramaturgo e roteirista. Ele nasceu em São Paulo. Seus pais, Eunice Paiva e o deputado Rubens Paiva, tiveram a vida marcada pela ditadura militar. O desaparecimento do deputado virou um dos casos mais conhecidos de desaparecimento político no Brasil.

Os acontecimentos levaram Marcelo para a literatura. Além de “Feliz Ano Velho”, ele escreveu crônicas, romances e peças de teatro. Uma de suas obras mais famosas é “Ainda Estou Aqui”, lançada em 2015. O livro conta a história da família Paiva depois do desaparecimento do pai.

O diretor Walter Salles adaptou “Ainda Estou Aqui” para o cinema. Fernanda Torres interpretou Eunice e Selton Mello viveu Rubens. O filme ganhou repercussão mundial e venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, a primeira estatueta da história do Brasil na categoria.

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