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Noruega mira novo Oscar com cinema além do futebol

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Noruega mira novo Oscar com cinema além do futebol
Após Oscar por “Valor Sentimental”, Noruega quer nova estatueta com “Fjord”, estrelado por Renate Reinsve e Sebastian Stan (Créditos: Reprodução/IMDb)

A Noruega, que eliminou o Brasil na Copa do Mundo, já havia vencido um Oscar contra um concorrente brasileiro e agora tem um forte candidato à categoria de Melhor Filme Internacional. A seleção brasileira foi derrotada por 2 a 1 pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo (5). Com isso, o Brasil completa, em 2030, 28 anos sem vencer a competição.

Esta não é a primeira vez em 2026 que a Noruega triunfa enquanto o Brasil amarga uma derrota. No Oscar deste ano, o Brasil foi representado por "O Agente Secreto", com Wagner Moura. O filme perdeu na categoria de Melhor Filme Internacional para "Valor Sentimental", representante norueguês. Assim como aconteceu com o Brasil com "Ainda Estou Aqui", a vitória no Oscar foi um feito histórico para a Noruega, que conquistou uma estatueta inédita.

O país busca mais um prêmio e deve chegar às próximas premiações de Hollywood com um candidato forte: "Fjord". O filme é estrelado pela atriz norueguesa Renate Reinsve, que já brilhou em "A Pior Pessoa do Mundo" e "Valor Sentimental", ao lado de Sebastian Stan. O longa é do cineasta romeno Cristian Mungiu e foi produzido em parceria entre produtoras de seis países: Romênia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e França.

"Fjord" começou sua jornada em festivais com um grande triunfo no Festival de Cannes em maio deste ano. O longa conquistou cinco categorias: Prix de la Citoyenneté, Prêmio FIPRESCI, Prêmio do Júri Ecumênico, Prêmio François Chalais e a Palma de Ouro para "Melhor Filme".

A trama de "Fjord" acompanha a família romena-norueguesa Gheorghiu, formada por Mihai (Stan) e Lisbet Gheorghiu (Reinsve) e seus cinco filhos. A família, conservadora e católica, deixa a Romênia em direção a um vilarejo em um fiorde, na Noruega. A mudança de um país conservador para uma das nações mais progressistas da Europa começa de maneira amigável, com os Gheorghiu estabelecendo laços com vizinhos apesar das diferenças de crença e visão de mundo.

O filme se torna um drama familiar e judicial que aborda temas como as dificuldades de famílias imigrantes, polarização, intolerância religiosa e a instrumentalização da fé como arma política. A trama se desenvolve após um dos filhos do casal ser visto por professores com hematomas, o que leva os Gheorghiu a enfrentar uma acusação de agressão e a perda da custódia dos filhos.

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