Resenha: “A Bruxa de Ouro Preto” – Terror nacional imperdível

O escritor L. H. Vaz, conhecido por "O Culto Amarelo", lançou seu segundo romance, "A Bruxa de Ouro Preto". A obra mistura horror cósmico com elementos da cultura e da história brasileira. Nascido em Belo Horizonte e morando em Betim, o autor de 31 anos trocou a carreira em Administração e Planejamento de Produção pela literatura aos 28 anos. Antes de estrear nos livros, ele escrevia crônicas para um podcast.
O novo livro acompanha Ana Resende e sua família. Eles deixam Belo Horizonte após um trauma e vão para Ouro Preto, onde os pais começam a dar aulas na UFOP. A nova casa, construída aos pés de um antigo morro de mineração, guarda segredos do passado. A trama envolve uma bruxa ligada a rituais do período colonial, que dedicava seu culto a Nyarlathotep, entidade da mitologia de H. P. Lovecraft.
A narrativa é marcada por fluidez e ritmo constante. O livro cria uma atmosfera de tensão, com a sensação de que algo pior está prestes a acontecer. A história usa elementos brasileiros, como a mineração, o período escravagista e as lendas locais, para construir o terror. A obra tem conexões com "O Culto Amarelo", mas pode ser lida de forma independente.
O autor mostra evolução na escrita, com personagens mais humanos e conflitos familiares com maior peso emocional. O terror é construído de forma gradual, sem sustos constantes, mas com uma atmosfera opressora que cresce ao longo da leitura. "A Bruxa de Ouro Preto" está disponível no site do autor.