The Mound: Omen of Cthulhu – Review PS5 com horror e falhas

Desenvolvido pela ACE Team e publicado pela Nacon, "The Mound: Omen of Cthulhu" aposta em capturar a essência da loucura cósmica. Em vez de enfrentar monstros gigantes, o jogo transforma a paranoia e a perda da sanidade em suas principais mecânicas. A ideia é excelente, mas a execução oscila entre momentos brilhantes e escolhas de design que comprometem a experiência.
No jogo, o jogador integra uma expedição em busca de tesouros em uma floresta amaldiçoada, inspirada no conto The Mound, de H. P. Lovecraft. A estrutura segue o gênero extraction: entrar na selva, encontrar artefatos, sobreviver e voltar vivo ao navio. O diferencial está no efeito da insanidade. Quanto mais tempo o jogador explora, mais o cenário muda, sons aparecem de direções inexistentes e companheiros parecem inimigos.
A cooperação é praticamente obrigatória. Embora exista modo solo, o jogo foi pensado para grupos. A comunicação entre os jogadores é parte fundamental da experiência. Dividir recursos e decidir quando fugir transforma cada partida em uma história de sobrevivência. No modo solo, diversos sistemas deixam de fazer sentido e a dificuldade cresce artificialmente.
A atmosfera do jogo é um ponto alto. A Unreal Engine 5 entrega uma selva densa e sufocante. O design de áudio é o destaque, com ruídos distantes e sussurros que fazem o jogador duvidar do que está acontecendo. O combate, porém, é o aspecto mais fraco. As armas são lentas e muitas vezes passam a sensação de falta de resposta. A interface também exige adaptação, com um inventário limitado.
Nos testes no PlayStation 5, o desempenho foi estável na maior parte do tempo. Pequenas quedas ocasionais aparecem em momentos com muitos efeitos na tela, além de alguns bugs de colisão e animação. O jogo ainda pode se beneficiar de futuras atualizações de otimização.
"The Mound: Omen of Cthulhu" não é um jogo para todos. Quem aprecia horror psicológico e experiências cooperativas encontrará ideias interessantes. O mérito da ACE Team foi entender que o horror lovecraftiano está na dúvida sobre a própria realidade. Sistemas burocráticos e um combate pouco refinado impedem que o jogo alcance todo seu potencial. Quando jogado com amigos, a experiência gera tensão e paranoia.