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Urban Strife acerta na estratégia, mas sofre com limitações

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Urban Strife acerta na estratégia, mas sofre com limitações
Créditos: Reprodução

O jogo “Urban Strife” propõe uma mistura de estratégia tática, sobrevivência e gerenciamento de comunidade em um mundo devastado por zumbis. Inspirado em clássicos como Jagged Alliance e nos primeiros Fallout, o título transporta o jogador para uma Atlanta dilacerada por uma epidemia. O resultado é um RPG tático profundo, com sistemas interligados, que ainda carrega marcas de um projeto em desenvolvimento.

O centro do jogo são as batalhas por turnos. Cada membro do esquadrão tem uma quantidade limitada de Pontos de Ação (AP), usados para locomoção, ataques e outras ações. Isso transforma cada confronto em um quebra-cabeça estratégico. O uso de coberturas e o posicionamento tático da equipe são mais importantes do que ter equipamentos superiores. Por outro lado, algumas ações exigem muitos pontos, o que pode tornar os turnos arrastados e limitar as opções do jogador.

Uma das virtudes de “Urban Strife” é dar propósito a cada missão. Os recursos coletados em expedições voltam ao abrigo, onde a gestão é crucial: alimentar sobreviventes, fabricar suprimentos, reparar equipamentos, tratar feridos e fortificar a base. A perda de um membro vital ou o desperdício de recursos podem comprometer a evolução da comunidade, gerando uma sensação constante de urgência. O jogo também permite recrutar novos personagens e personalizar o grupo.

Visualmente, o jogo tem uma direção artística competente para um projeto independente. A câmera isométrica se adequa aos confrontos, e os cenários transmitem a desolação do mundo pós-apocalíptico. A narrativa cumpre sua função, mas raramente surpreende. Os diálogos são funcionais, embora os personagens nem sempre criem vínculos marcantes. As escolhas ao longo da campanha não impedem uma progressão histórica relativamente linear.

A interface do jogo, comum em títulos em acesso antecipado, ainda tem falhas. Ela pode ser confusa, ocultando informações sobre cálculos de combate e mecânicas. Alguns menus não são práticos, o que torna a navegação menos intuitiva. Também há relatos de travamentos ocasionais e pequenos bugs, embora a estabilidade varie entre os jogadores. Esses aspectos não comprometem a experiência, mas mostram o que precisa ser melhorado até a versão final.

“Urban Strife” já mostra uma base sólida. O sistema de combate recompensa o planejamento, e o gerenciamento da base adiciona profundidade e consequências reais a cada missão. No entanto, o jogo sofre com limitações típicas do acesso antecipado, como interface que precisa de melhorias, ritmo de combates que pode afastar parte do público e sistemas que exigem refinamento. Para quem sente falta dos RPGs táticos clássicos e não se importa em acompanhar a evolução de um projeto, o jogo oferece horas de estratégia e sobrevivência. Quem prefere experiências mais polidas pode esperar a versão final.

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