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Raio-X financeiro do streaming gratuito Tela Brasil

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Raio-X financeiro do streaming gratuito Tela Brasil
Divulgação/Filme de Papel)

Há um mês, o público brasileiro acompanhou a chegada de um novo streaming no mercado. O Tela Brasil se tornou a primeira alternativa 100% gratuita e exclusiva do país, estreando com um catálogo de mais de 500 obras disponíveis.

O projeto, lançado pelo Ministério da Cultura, superou 2,4 milhões de acessos nos primeiros três dias. Clássicos como "A Hora da Estrela", "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e "Carandiru" se tornaram as obras mais assistidas da plataforma.

Um mês depois, o Tela Brasil se prepara para uma expansão tecnológica. Disponível apenas no navegador, a plataforma ainda ganhará aplicativos para Android e iOS, além de uma versão para Smart TVs.

O Tela Brasil faz parte de iniciativas do Governo Federal que buscam promover a democratização do acesso à cultura no país. O Ministério da Educação já havia lançado um projeto similar, o MEC Livros, uma biblioteca digital com mais de 25 mil obras gratuitas.

O streaming conta com um catálogo exclusivo de produções brasileiras, com 555 títulos disponíveis. A curadoria inclui séries, filmes, curtas, documentários e animações, sendo 267 curtas-metragens, 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes e 64 séries.

Investimento e custos

O Ministério da Cultura detalhou os investimentos para criar o serviço de streaming do zero. A criação do Tela Brasil custou R$ 9.153.948,13 ao Governo Federal.

Desse total, R$ 4.006.448,13 financiaram o desenvolvimento tecnológico das ferramentas e da infraestrutura da plataforma. Desse valor, R$ 2.995.016,13 foram para a versão de navegador e os aplicativos para Android e iOS. Os outros R$ 1.011.432,00 estão sendo investidos na versão para Smart TVs.

O licenciamento das obras do catálogo custou R$ 4,37 milhões. Desse montante, R$ 570 mil foram direcionados para o licenciamento de produções brasileiras indicadas pelo Brasil ao Oscar. Os contratos vigentes têm validade de 48 meses. Parte dos títulos já eram de titularidade do Ministério da Cultura e não precisaram ser licenciados.

O MinC também investiu R$ 747,5 mil em ferramentas de acessibilidade da plataforma e das obras de titularidade do próprio órgão. As produções licenciadas contaram com pacote de acessibilidade incluso no valor. Os outros R$ 30 mil foram usados para a licença anual de execução de música junto ao ECAD.

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