Resident Evil Veronica: remake ajusta história à cronologia

O produtor Yoshiaki Hirabayashi explicou como o remake de Resident Evil Veronica vai encaixar a série em uma linha do tempo mais coesa. A história de Claire Redfield ganha o mesmo peso da de Leon S. Kennedy. As informações são de uma coletiva no Summer Game Fest, publicada pelo site japonês Famitsu. O remake tem lançamento previsto para 2027.
Acompanhar a cronologia de Resident Evil pode ser um desafio, especialmente para quem entrou na franquia há pouco tempo. O Code: Veronica original foi lançado para Dreamcast em 2000. Desde então, muitos jogos da série foram lançados. Por isso, encaixar tudo de forma clara virou uma prioridade para a Capcom.
Na última década, a franquia ganhou profundidade com Resident Evil 7, Resident Evil 8: Village e o recente Resident Evil Requiem. Além disso, a empresa lançou os remakes de Resident Evil 2, 3 e 4. Para alinhar essa teia, a Capcom levou em conta enredos de outros títulos ligados aos eventos de Veronica.
Segundo Hirabayashi, a ideia é reestruturar a história para que os jogadores percebam como todos esses títulos formam uma série coesa. O remake será fiel ao material original, mas também trará mudanças ousadas, assim como fez Resident Evil 2. O produtor afirmou que o mais importante é colocar as memórias dos jogadores em primeiro lugar e, a partir delas, reconstruir o game.
A escolha do momento para o remake tem um motivo claro. Enquanto Resident Evil 4 mostra o que acontece com Leon S. Kennedy após Resident Evil 2, Veronica acompanha Claire Redfield. A heroína segue determinada a encontrar o irmão, Chris. A trama se passa cerca de três meses após a destruição de Raccoon City. Portanto, essa é uma Claire ainda marcada, mas longe de ser uma super agente.
A equipe responsável por Veronica é a mesma que assinou os remakes de Resident Evil 2 e 4. O desenvolvimento começou assim que a Capcom concluiu o remake de Resident Evil 4. Assim como o clássico, Veronica será um terror de sobrevivência em terceira pessoa. O foco está na luta de Claire pela vida durante o surto do vírus T na Ilha Rockfort. O gerenciamento de recursos será essencial.
Para moldar o remake, a equipe combina respeito pelo original com o feedback dos jogadores. A Capcom resgatou até comentários da época do lançamento original, em 2000, para entender o que o público amava. Hirabayashi tranquilizou quem nunca jogou o clássico. Segundo ele, não é obrigatório conhecer o original para curtir o remake. Mesmo assim, o produtor recomenda jogar os títulos anteriores, já que a familiaridade com as histórias aumenta a imersão.
A estratégia mostra uma Capcom confiante e atenta ao próprio legado. Em vez de tratar Code: Veronica como spin-off, a empresa o coloca no mesmo patamar dos jogos numerados. Consequentemente, a saga de Claire ganha o destaque que merecia. Para o público, a promessa é dupla: respeito ao passado e ambição para o futuro.