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Supergirl: Milly Alcock brilha, mas filme é aventura esquecível

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Supergirl: Milly Alcock brilha, mas filme é aventura esquecível
Crédito: Divulgação Warnes Bros.

O filme "Supergirl", dirigido por Craig Gillespie e com roteiro de Ana Nogueira, tenta repetir a fórmula de James Gunn, mas entrega uma aventura considerada esquecível pela crítica. A produção é baseada na HQ "Supergirl: Woman of Tomorrow", de Tom King e Bilquis Evely, e faz parte do novo Universo DC comandado por Gunn.

A direção de Craig Gillespie é descrita como competente nas cenas de ação, mas sem personalidade própria. O filme aposta em elementos já vistos em outras produções de Gunn, como alienígenas caricatos, humor constante e grandes explosões. A crítica aponta que o longa parece ter receio de desacelerar e aprofundar os momentos emocionais da personagem, cortando-os com piadas ou novas sequências de ação.

O roteiro é apontado como a maior fragilidade. A motivação inicial da jornada de Kara Zor-El e Ruthye perde força rapidamente. O conflito principal é considerado simples demais para sustentar a duração do filme, o que leva a narrativa a criar desvios e obstáculos artificiais. Temas como trauma, vingança e culpa são abordados de maneira superficial.

Milly Alcock, que interpreta a Supergirl, é destacada como o ponto alto da produção. A atriz equilibra sarcasmo, vulnerabilidade e impulsividade com naturalidade, criando uma versão imperfeita e quebrada da heroína. A crítica observa que Alcock parece atuar em um filme melhor do que o que realmente existe.

O elenco também inclui Eve Ridley como Ruthye, em um papel previsível, e Matthias Schoenaerts como um antagonista competente, mas genérico. Jason Momoa aparece como Lobo em uma participação que parece mais voltada para preparar o futuro da franquia do que para servir à narrativa principal.

Visualmente, o filme aposta em um universo de ferrugem, poeira e tons terrosos, tentando criar um faroeste espacial. A repetição dos cenários, no entanto, faz a produção parecer visualmente limitada, com falta de variedade e cor. Os efeitos especiais cumprem seu papel, mas poucas cenas de ação são memoráveis.

A conclusão da crítica é que "Supergirl" está longe de ser um desastre, sendo um filme divertido com boas cenas de ação e uma protagonista excelente. O problema apontado é que tudo ao redor da personagem parece funcionar no piloto automático, com uma direção segura, mas sem personalidade, e um roteiro que prolonga artificialmente o conflito, comprometendo o ritmo da narrativa.

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